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CTFC aprova proibição de obsolescência programada e texto vai à Câmara

Projeto do senador Ciro Nogueira proíbe a redução proposital da vida útil de produtos e garante direito ao reparo

Documento oficial Fato de 04/11

Noticiado por: Agência Senado

Fato e Fonte prova no documento original: Senado Federal ver as checagens Mandar no WhatsApp
Redação newsbr360 · Coleta, checagem e redação com inteligência artificial
Cédulas de real
Imagem ilustrativa: cédulas de real. Foto: Oleg Yunakov / CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

A Comissão de Fiscalização e Controle do Senado (CTFC) aprovou, na quarta-feira (4), em decisão terminativa, o projeto que proíbe a chamada obsolescência programada, isto é, a redução proposital da vida útil dos produtos, e regulamenta o direito do consumidor ao reparo. A proposta é o PL 805/2024, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), e recebeu parecer favorável do senador Dr. Hiran (PP-RR). Se não houver recurso para votação em Plenário, o texto segue para a Câmara dos Deputados.

O projeto altera o Código de Defesa do Consumidor para incluir, entre os direitos básicos, a proteção contra a obsolescência programada. Há exceção quando a prática decorrer de exigência do poder público por razões técnicas ou de segurança.

Pelo texto, fica proibida a redução artificial da durabilidade dos produtos e a restrição de acesso a ferramentas, peças, informações e manuais necessários ao conserto. Fabricantes não poderão recusar reparos apenas porque o produto foi consertado fora da rede autorizada, salvo se a intervenção comprometer irreparavelmente sua qualidade ou segurança. Fabricantes, produtores, construtores e importadores deverão garantir acesso a peças e ferramentas por pelo menos cinco anos após a entrada do produto no mercado, prazo que pode chegar a 20 anos conforme a categoria do bem.

A proposta também prevê uma plataforma digital com informações sobre reparos, peças e ferramentas, além do registro de oficinas independentes e de vendedores de produtos recondicionados. O descumprimento poderá gerar multas de R$ 10 mil a R$ 50 milhões.

O relator acolheu quatro emendas da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT). Uma delas proíbe fabricantes de reduzir o desempenho dos aparelhos ou emitir alertas de erro quando forem usadas peças de segunda mão ou adquiridas fora da cadeia oficial, combatendo o chamado pareamento de partes. Outra determina que oficinas independentes tenham acesso a ferramentas, peças e manuais, sem restrições baseadas em credenciamento ou exclusividade contratual.

Ao defender o texto, Dr. Hiran afirmou: "muitas vezes você perde um componente, consegue no mercado paralelo um que funciona perfeitamente bem, e aquilo inviabiliza a garantia do produto". A senadora Leany Lemos (PSB-DF), que presidiu a reunião, elogiou o relatório.

📄 A prova

Documento oficial: Senado Federal · Senado Federal

A Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC) aprovou nesta quarta-feira (4), em decisão terminativa, projeto que proíbe a chamada “obsolescência programada” — a redução proposital da vida útil dos produtos — e regulamenta o direito do consumidor ao reparo.

O que conferimos: A nota oficial da Agência Senado confirma a aprovação pela CTFC, na quarta-feira (4), em decisão terminativa, do projeto que proíbe a obsolescência programada e regulamenta o direito ao reparo.

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Fontes

Como esta matéria foi feita: a inteligência artificial coletou a notícia, buscou o documento original e conferiu os fatos nele (veja A prova), e escreveu o texto com as nossas palavras, seguindo a linha editorial do newsbr360. Saiba como fazemos · Encontrou um erro?

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